George W. Bush teve seu primeiro contato com o evangelista na varanda da casa de sua avó e foi fortemente influenciado por ele.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DE DAILY MAIL

O ex-presidente dos EUA, George W. Bush, ao lado do evangelista Billy Graham. (Foto: Getty Images)
O ex-presidente dos EUA, George W. Bush, ao lado do evangelista Billy Graham. (Foto: Getty Images)

O ex-presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que o evangelista Billy Graham foi essencial para ajudá-lo em seu problema com bebidas alcoólicas. O pastor, que faleceu aos 99 anosna última quarta-feira (21) foi conselheiro de vários presidentes da nação.

Bush lembra que estava bêbado na primeira vez que conheceu Graham no complexo da família em Kennebunkport, no estado norte-americano de Maine. Uma conversa entre os dois provocou no ex-presidente uma vontade de se afastar do álcool e se aproximar do cristianismo.

Depois de conhecer o pastor na varanda da casa de sua avó em Kennebunkport, em 1985, Bush conta que os dois foram dar uma volta. “Começamos a falar de religião”, disse Bush em entrevista ao site Focus on the Family. “Billy me enviou uma Bíblia e comecei a ler a Bíblia”.

“Eu fui cativado por ele. Ele tinha uma presença poderosa, cheia de bondade e graça, e uma mente sagaz. Ele me contou sobre uma das lições mais fundamentais da Bíblia: devemos nos esforçar para sermos melhores, mas todos somos pecadores que recebem o amor de Deus não através de nossas boas ações, mas através de Sua graça”, disse Bush.

O ex-presidente explica que, quando retornou para casa, havia um pacote esperando por ele: era um exemplar da Bíblia. “O trabalho de Deus dentro de mim começou de verdade com por meio do alcance de Billy”, afirma. “Seu cuidado e seus ensinamentos marcaram o verdadeiro começo da minha caminhada na fé, e o começo do fim do meu consumo de álcool”.

Em artigo publicado no Wall Street Journal, Bush afirmou que, assim como C.S. Lewis, Graham foi uma das figuras mais influentes do século 20 no contexto do Evangelho. “Sua poderosa mensagem sobre o amor de Deus moveu as pessoas às lágrimas e motivou centenas a se se comprometerem com Cristo”.

Um dos cultos mais marcantes para Bush foi após os ataques de 11 de setembro, quando ele pediu que Graham dirigisse uma reunião na Catedral Nacional de Washington.

“Não foi tarefa fácil. A América estava quebrada, com medo, irritada e incerta”, conta Bush.

“Como só Billy Graham conseguiria, ele nos ajudou a sentir os braços de Deus envolvidos em torno do nosso país em luto”.

O político fez uma homenagem em memória do evangelista: “Aqueles de nós que fomos abençoados por conhecer Billy Graham se beneficiam de suas convicções profundas, seu exemplo sua sabedoria, sua humildade, sua graça e pureza de coração”, afirmou.

“Sabíamos que sua vida era um presente do Todo-Poderoso. E me alegro que ele esteja agora na companhia de Deus, a quem ele amou tanto e serviu tão bem”, acrescentou.

Graham sempre teve um perfil discreto na mídia, mas conseguiu influenciar vários presidentes americanos, desde Henry Truman até Barack Obama. Embora a maioria dos presidentes tenham o costume de buscar a orientação de líderes espirituais, o papel do evangelista nos altos níveis da política americana foi único.